Novidades da alemã Ketzer Records. Fez-nos chegar os seus três lançamentos mais recentes, onde se inclui o novo disco dos lusos Lux Ferre, bem como Angmar e Horncrowned. Brevemente em review por cá.
Das 21h às 23h - Imperial a 1,00 Eur Das 22h às 00h - Shots lista a 1,50 Eur All Night - Sangue de Virgem - 2,00 Eur
Sábado, 14 Novembro, chega "Before the sunrise" com Dj VLord. Uma noite de musica goth, rock, metal, indie, ebm e industrial, bem ao estilo Coviliano. Com o apio do DaemonivM.
Os Dying Fetus não precisam das nossas palavras para nada. Mas precisam da nossa audição. É disso e para isso que uma banda vive. Estamos perante um colectivo com carreira feita, construida de forma sólida, dentro do espectro Death/Grind.
A sua aproximação a sonoridades como as de Cannibal Corpse é evidente. Também não era suposto ser "escondido". Situam-se na mesma onda, com um gutural marcante e forte, cortesia de John Gallager, que acumula a execução das guitarras. Aliás por falar em instrumentos e na sua interpretação, além de ser de salutar e soblinhar a rapidez ( e perfeição) de execução deste trio (precisamente por ser um trio), o que mais surpreende é a aproximação a outros géneros, que aqui são claramente sub-géneros.
Falamos de uns toques de Behemoth ou Black Dahlia Murder. De forma subtil, ora pois mas há aqui mais do que o gutural ou os riffs de caríz mais carregados. Temas há em que a voz é gritada, mesmo que acompanhada com umas guitarras lentas, de tom carregado, para que não se perca o rumo. Isto porque sem ser um registo de muitas variações, tem algumas dinâmicas, vocais e instrumentais, que o afastam de um certo marasmo em que composições deste género (normalmente) carregam.
Já temos em mãos o single de apresentação do novo material dos Secrecy. Duas novas faixas, "Shadows call" e "Sands of dispair", as quais vão merecer a nossa melhor atenção. Brevemente em resenha no DaemonivM.
A audição deste segundo disco destes norte americanos Revocation revelou-se (bem) mais interessante do que à partida se poderia imaginar. Desde logo desconheciamos a banda por completo. Quantas vezes isso não se revela um factor importante, porquanto não dá lugar a ideias pré-concebidas, ou a juízos de valor.
Aqui a audição era completamente virgem. Mentira. Havia qualquer coisa que já conheciamos da banda. Conhecer talvez não seja o termo mais correcto mas a capa que este "Existence is futile" tem, aliado ao facto do disco provir da Relapse Records, ajudavam a enquadrar a banda e o que iriamos ouvir. Salientamos aqui que se trata o segundo de três discos que a editora nacional Major Label Industries nos facultou.
Passando às palavras e à audição propriamente dita, Death Metal. Thrash Metal. Duas tendências tão amplas quanto as...noventa e nova faixas que aqui nos são dadas a ouvir. Obviamente que condensadas em faixas de poucos segundos, tão seguido que mal ouvimos a passagem das músicas.
Ponto a favor. Tal como a favor é a panóplia que a banda concede às suas faixas. Em nada redutor a definição Thrash/Death. Há aqui Megadeath, Nevermore, como existeBehemoth ou Testament. Aliás há uma variação de ritmos, de vocalizações, coordenadas com riffs cativantes, que transformam a audição das....noventa e nove faixas uma tarefa simpática. Simpática e atractiva. Longe daquelas descargas de decibéis, gostamos (e aqui encontra-se) dos sons mais "balizados". Há de muito um pouco. E bem feito.
"No mercy in his eyes" é o resultado dos primeiros dois anos de vida dos Suffochate, banda nortenha que se equilibra entre um Death/Thrash Metal, com toques progressivos. As referências que guiam os cinco temas são pois estas, mas a banda adiciona-lhe uma forte tendência negra, carregada, transformando os temas em algo "difícil de se ouvir".
Não se trata de uma ideia depressiativa, bem pelo contrário. A banda, sem ser particularmente original ou inovadora nas suas composições, consegue dar a ouvir uma maturidade e capacidade de criação acima da média.
Com uma melodia forte, tendência sueca que as suas músicas detêm, a banda vai beber a outras fontes, mercê da voz gutural mais forte e arrastada, bem como algumas faixas mais compassadas, algo que se sente nos colectivos americanos.
De resto há a aprticipação de Miguel, vocalista dos Equaleft, no tema "Fearing for their lives", em que a banda parece deixar de lado a sua veia Thrash, substituindo-a por qualquer coisa mais "Opethiana". Sentem que há aqui misturas a mais?Garantimos que não. Tudo é feito com uma dose de coerência, que os seus dois anos de existência são suficientes para oferecer. E a isto em nada deve ser estranho a bela qualidade de gravação de Paulo Lopes, nos Soundvision. Banda a manter debaixo de olho e onde a tendência mais arrastada das faixas nos agradou sobremaneira.
"No mercy in his eyes" a estreia dosSuffochateelevou-os a um dos mais promissores colectivos que temos entre nós. Daí o interesse em conhecê-los um pouco mais e dar a conhecer. A banda em discurso directo
P - Este disco "No mercy in his eyes" já anda a circular e a ser falado. Reacções?
É verdade,temos tentado promover o disco ao máximo e aproveitamos todas as oportunidades para tocar ao vivo exactamente com esse propósito. Quanto as reacções,somos um pouco suspeitos a falar nesse sentido mas temos obtido no geral muito boas reacções. Reacções essas que nos tem deixado bastante satisfeitos pois é uma forma de obtermos reconhecimento de todo o trabalho que temos tido. Ultimamente temos reparado que este disco nos ajudou bastante a promover o nosso trabalho, chegamos a receber mensagens de pessoal da zona do Alentejo ou até mesmo de outras zonas do país nas quais nunca demos concertos sequer! É incrível como um disco pode ter tanta força na promoção de uma banda. Se bem que o Myspace também é uma grande ajuda neste processo mas sem o disco,nada feito!
P - Para quem não tenha muito contacto com o grupo, trata-se do vosso primeiro lançamento. Ao ouvi-lo parece-me que foi algo muito maturado pois está com um nível já muito interessante...querem comentar?
Estivemos cerca de 2 anos a compor e a trabalhar arduamente para alcançarmos um som que na nossa opinião tivesse maturidade suficiente para merecer uma gravação desta envergadura. Em 2008 gravamos um single no estúdio de um amigo nosso mas desde aí muita coisa mudou e amadurecemos muito. Entretanto, antes de chegarmos ao consenso de gravar este EP já tínhamos iniciado umas gravações do que poderia ser uma Demo mas no entanto essa Demo não estava a atingir o patamar qualidade que queríamos. Foi então que decidimos trabalhar numa nova música e avançar para a gravação do EP. Estudamos bem ao pormenor o passo que iríamos dar pois afinal de contas é sempre um grande passo o lançamento de um EP. Escolhemos gravar nos estúdios SoundVision com Paulo pois já conhecíamos o trabalho que ele tinha desenvolvido e porque ele é sem dúvida um excelente profissional.
P - Acredito que já tenham novos temas e que estes cinco já digam menos do que as vossas novas obras nos poderão ( e irão) mostrar. Em que pontos estão mais evoluídos, atendendo a este EP? isto porque há géneros em que é mais fácil evoluir, e o vosso é óptimo nesse aspecto, dado o vosso lado progressivo...
É sempre uma tarefa difícil fazer novas composições depois de sair de estúdio.Porque temos sempre meio de comparação com o que já está gravado e isso trás sempre entraves na tarefa de compor. Acho que neste momento se tornou necessário alterar certos aspectos na nossa sonoridade de forma a não se tornar demasiado idêntica à do EP. Posso adiantar que temos uma nova música e uma outra em composição. Estas duas músicas estão um pouco diferentes do que já havíamos feito.Uma delas é sem dúvida das músicas mais brutas e pesadas que compusemos e a outra é talvez das mais rápidas e melódicas. Optamos nas novas composições por tentar dosear groove,melodia e rapidez(este ultimo aspecto esteve um pouco em falta no nosso EP e portanto está na altura de compensar isso).
P - Além deste EP apostaram também na criação e venda de t.shirts. Em que medida tem sido benéfico para vocês apostar em merchandising? Isto porque cada vez mais as bandas o fazem. Dá um ar cuidado à banda e nos concertos deve ser rentável...
A criação de t-shirts era algo que já planeávamos praticamente desde 2007 mas infelizmente, por falta de verbas, só agora é que foi possível apostarmos em merchandising. Tivemos muito cuidado com o artwork da t-shirt pois um artwork que prendesse a atenção foi algo com que também nos preocupamos.Afinal de contas que adianta ter t-shirts se não têm um bom aspecto? De facto dá um ar mais "sério" e cuidado à banda mas quanto à questão de ser rentável nos concertos não é bem assim.Não estou a referir-me só às t-shirts pois ainda não as tivemos disponíveis em concertos mas sim aos EP's que têm sido mesmo muito poucas as pessoas que os compram.Nós quase o oferecemos pois os 3,50€ nem sequer dão para cobrir metade dos gastos que tivemos apenas com as gravações do EP! O nosso objectivo não é só angariar fundos para investir numa nova gravação mas é também dar a conhecer o nosso trabalho.Exactamente por isso é que colocamos no nosso myspace o EP quase na sua integridade para que o pessoal possa ouvir. De qualquer forma,agora com as t-shirts temos vendido alguns packs(ep+t-shirt) e já nos estamos a preparar para encomendar uma nova remessa de t-shirts.
P - Ao nível editorial, estão à procura de uma. Como está a ser a procura? Acham que o estrangeiro é uma hipótese mais rentável do que o nosso país?
Sinceramente ainda não nos dedicamos a 100% à busca de uma editora.Ainda não enviamos material nem nada disso. Enviamos inúmeros e-mails para editoras portuguesas e estrangeiras mas quase nenhuma se deu sequer ao trabalho de nos responder. Mas em relação à última questão, preferíamos uma editora portuguesa mas não estamos em altura de sermos esquisitos. É caso para dizer que tudo o que vier à rede é peixe mas ,claro, cada proposta que nos chegar as mãos, será muito bem analisada porque hoje em dia há sempre motivos para desconfiar. De qualquer das formas, seria muito bom para nós se nos dessem a oportunidade de ter uma distribuidora pois pretendíamos mesmo ter o nosso EP disponível para venda em qualquer local do nosso país e até de grande parte do mundo. Já aconteceu que tínhamos algumas pessoas dos Estados Unidos estavam interessadas em comprar o nosso EP mas não o podiam fazer porque os custos de envio ficavam muito elevados.
P - E a captação...não sei em que medida existia experiência de estúdio dos vossos membros mas como correu a experiência?
O período de captação/estúdio foi uma grande experiência para todos nós sem dúvida!Como já disse atrás, já tínhamos experiência de gravar em estúdios e até mesmo na sala de ensaio mas posso dizer que nunca tivemos uma experiência tão boa como a que tivemos com as gravações deste EP. O Paulo é um excelente profissional e uma excelente pessoa. Fomos mesmo muito bem recebidos e ele para além do seu trabalho de captação/mistura e masterização, soube ser um grande produtor na medida em que nos ajudou bastante e deu algumas dicas para que pudéssemos melhorar ao pormenor as nossas músicas. No fundo ele foi também um dos grandes responsáveis por este disco e agradecemos-lhe por toda a ajuda e dedicação ao nosso projecto. Sem dúvida que voltaremos aos estúdios SoundVision para gravar um novo EP ou o nosso primeiro álbum.
P - Antes de terminarmos uma ida aos media nacionais, até porque já falámos do mercado editorial do nosso país. Como está o mercado das letras no nosso país...como é visto pelas bandas e por vocês em especial?
Os media nacionais,na minha opinião são insuficientes e não dão o devido valor ao underground português. Apenas os blogs e webzines é que demonstram esse apoio mas infelizmente não são suficientes porque infelizmente há muita gente que não se dá ao trabalho sequer de ler essas webzines e blogs. Com tanta banda excelente cá pelo nosso país porque é que por exemplo a LOUD não dá mais ênfase às bandas portuguesas?Não é que tenhamos muita razão de queixa pois sempre fomos bem falados na LOUD e é uma revista que pessoalmente costumo adquirir todos os meses.Acho é que poderiam dar muito mais importância às bandas mais underground.Podiam pra isso fazer entrevistas,publicar mais noticias nacionais,etc.Assim dariam a conhecer muito mais bandas portuguesas aos leitores. Por outro lado,posso dizer que ainda há dias ficamos surpreendidos quando abrimos uma revista de distribuição gratuita sobre cultura e qual não é o nosso espanto quando nos deparamos com dois cartazes dos nossos últimos dois concertos.O que é surpreendente é que não se encontravam por lá muitos mais cartazes de bandas underground.Este tipo de apoio por parte das revistas é uma grande ajuda na divulgação da nossa actividade como banda.
P - Queres acrescentar algo para encerrar a entrevista?
Antes de mais,muito obrigado a ti(Hugo Guerreiro) e ao blog Demonium pela entrevista e por todo o apoio que nos tem dado. E,já agora, aproveitamos para pedir ao pessoal para aparecer nos nossos concertos e ajudar-nos a divulgar o nosso trabalho. Por fim gostávamos também de apelar a todos os produtores de eventos para nos ajudarem a marcar concertos fora da zona do Porto pois queremos começar a divulgar o nosso trabalho fora da nossa cidade.
Os Solid anunciam novo disco e editora. Trata-se da Hellxxis Records e o disco chama-se "I wish everyday was sunday", a ser lançado a 28 deste mês. Para acompanhar no myspace do colectivo: www.myspace.com/solidpt
Posted by Hugo Guerreiro on Sexta-feira, Novembro 06, 2009 at 22:13 | Permalink
Foi o disco do mês de Outubro. O regresso dos Paradise Lost, marcado com este "Faith divides us - Death unite us". Um título forte, para um disco com uma denominação também marcante. Há muito que não sentiamos um disco dos britânicos assim.
Em bom rigor desde os mal amados "Host" e "Believe in nothing" o grupo tem vindo a crescer em termos de aceitação das suas músicas. Parece-nos que mesmo os mais puristas, aqueles que considerem o próprio "One Second" um mau disco, não terão muito a negar se mencionarmos as últimas propostas (bastante) mais aceitáveis.
Daí que a passagem de "In requiem" para o novo disco seja encarada de forma completamente natural. Como por cá há gente que continuará eternamente à espera de um segundo "Alma Mater", pelos Moonspell, lá por fora também haverá muita gente a aguardar uma segunda versão de "Icon" ou de "Draconian Times". Nós entendemos que as segundas versões são falíveis. Mais do mesmo raramente calha (leia-se soa) bem.
Daí que com a maior das naturalidades tenhamos entendido a direcção que os Paradise Lost tomaram, como perfeitamente necessária. Sem ela dificilmente estariamos a ouvir este "Faith divede Us - Death unit us".
Não é um "Draconian times". Repetimos o disco porquanto é o nosso disco preferido da banda de Nick Holmes. Os Paradise Lost não me parece que tenham procurado repetir-se. Do passado mais ou menos distante. Daí a actualidade que este disco possuí. Já se sente, voltamos a sentir os leads de guitarra que marcam os temas, os riffs de Greg Mackintosh.
Melodias lentas, temas (mais arrastados), a voz rouca de Nick Holmes, este novo disco poderá muito bem ser definido como "Como Draconian Times soaria em 2009". Com a devida modernidade, com a sua identidade mas é um disco que se aproxima do que de muito bom o grupo consegue fazer. Sugestões de temas?Gostámos de "As horizon ends", "I remain", "Last Regret"...além do tema título.
Posted by Hugo Guerreiro on Terça-feira, Novembro 03, 2009 at 22:03 | Permalink
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Envia para o endereço de correio electrónico informação e material multimédia sobre eventos que não se encontrem aqui figurados.
{demonium.blog@gmail.com}
O Autor | O Projecto:
Lembro me do meu primeiro disco. Paradise Lost, “Draconian Times”, comprado em 1996. Fez-me cair na rotina daqueles que ouvem música, este género em especial: achar que podia fazer mais qualquer coisa, além do que apenas ouvir. Escrever. Numa época em que as existiam bastantes fanzines, e que a par dos programas de rádio, marcavam imenso a divulgação de bandas underground, crei mais uma. Diabolicus Diluvium, com a ajuda do amigo Bruno Lemos. Os dotes informáticos eram pouco inferiores ao que são agora, muito curtos, daí termos elaborado um primeiro exemplar, apenas com duas folhas, e que seguia a linha de algumas que circulavam na altura. Nada de transcendente, bem pelo contrário, o mesmo se diga em relação à escrita. Primeira banda entrevistada, os Fatality, banda de Grindcore, e recordo perfeitamente a piada mais frequente na altura, de não divulgarmos a nossa idade, temendo que as bandas não respondessem às nossas cartas, o mesmo no gesto mais vulgar, o de enviar uma carta, que continha na saudação Hail!, e nós ficarmos sem saber o que queria dizer tal termo. A Diabolicus Diluvium acaba por durar cinco anos, erguendo-se num número de páginas muito bom, vinte e cinco, e onde foi editado uma compilação, “Transcending Plasma”, sendo importante destacar nessa fase Pedro Amaral, que passou a cuidar da parte gráfica.
Como todos também senti mudanças na minha vida, falo no plano pessoal. Importantes, em nada relativas, algumas delas já se denotam naquilo que hoje faço. A pausa. A inquietação por não escrever mais desde o fim da Diabolicus Diluvium e para fazer face a isso, a criação de uma newsletter de apenas uma página, que chegou a ter o seu número 0, sem nada de mítico, pois já não havia pedalada para lutar contra os avanços informáticos, que galoparam contra o tempo e contra tudo o que de mais tradicional/formal se fazia. Era inevitável. Dei lhe o nome Daemoniah.
Lembro-me de outra data, 2000. Comecei a colaborar num programa de rádio, com o orgulho que ainda tenho, ao mencionar esse facto. O Caixa de Pandora, que outrora se chamara Eutanásia, ou Cessar-fogo, e que hoje opera como Segredos da Lua, apresentado por Paulo Gonçalves, pretendia um espaço quinzenal, com três demos. Entre algum pavor, pelo facto de transpor vocalmente, aquilo que normalmente realizava por escrito, o convite tornava-se mais aliciante (leia-se perigoso) pelo facto de apresentar três novas maquetas todos os quinze dias. A rubrica chamava-se Esplendor do Kaos, durou quatro anos, traduzindo-se no projecto que mais orgulho, volto a frisar o termo, me deu, por mais importantes que a Diabolicus Diluvium ou o DaemonivM tenham sido/sejam. Surge o DaemonivM...
Fruto nas novas tendências e por mais que se diga (ou sinta) preferência pelo formato tradicional, em papel, assim como pela facilidade em constituir um blogue, surge o DaemonivM, anunciado na outra resenha como o passo seguinte (porque não dizê-lo final?). Antes porém, uma edição em formato papel, mais uma, com a denominação D:/moni1/, que depois iria ser transposta para o blogue, em conjunto com o Opuskulo. Ainda hoje me parece uma aposta interessante porque em apenas quatro páginas se contrapunha ideias e escrita. Durou apenas a edição de estreia.
Havia então que indagar sobre o que era um blogue, achar um endereço, que ainda hoje causa enganos. Procurou criar-se um link que usasse as iniciais do abecedário mas que acabasse por formar demonium. Daí o abcde e que origina algumas trocas de nome.
A história mais, já mais recente reporta-se a Outubro de 2005. Numa altura em que existiam um número elevado de espaços com o mesmo formato, com a mesma temática, havia que procurar diferenças. E nesse campo parece-me que o DaemonivM sai vitorioso. Desde as entrevistas realizadas todas as Segundas- feiras, os comentadores frequentes, passando pelo evento comemorativo do primeiro aniversário, e pela distribuição de bandas, onde o balanço é positivo, convém mencionar um aspecto fundamental: a regularidade.
Novo formato do espaço, actualizado de acordo com as necessidades de quem o visita e de quem o realiza, o agradecimento ao António Paulo Chaparro, pelas horas realizadas em torno do DaemonivM.