Entrevista - REQUIEM LAUS
- O que vos levou a todo este silêncio, desde "Through aeons", em 2000?
Eu ausentei-me da banda no final de 2001 e pouco mais tarde foi altura em que o baterista decidiu dar um novo rumo à sua vida (encontra-se na Dinamarca neste momento).
A banda entretanto andou a meio gás e foi experimentando com outros membros mas segundo o vocalista, e membro fundador da banda, não era a mesma coisa.
- Os Requiem Laus tiveram alguns problemas recentemente mas como está tudo agora com a banda?
Tendo em conta o que foi dito na resposta anterior, resta-me dizer que voltei à banda e temos um novo baterista: Jorge de Abreu, ex- Drawned in Tears/ Blue Sound Traffic.Temos agora a nova promo a sair. Estamos muito contentes por já termos músicas novas para um futuro lançamento. Alguns concertos já estão agendados e vamos tentar recuperar o tempo perdido e levar a banda o mais longe possivel.
- Ouvi os samples dos novos temas, não acham que a nova sonoridade se aproximam de "For the ones who died", com alguns toques modernos?
Por acaso concordo, acho que o som destas novas faixas são a mistura do que era feito em 1996, na demo que referes, com a de 2000 "through aeons" dando a estas músicas caracteristicas pelas quais a banda era conhecida. Mas a maturidade criativa da banda tem claramente evoluído, fazendo com que haja uma transição natural para um trabalho mais coeso tornando o som cada vez mais próprio.
- Desta vez não se deslocaram ao Continente, a que de deveu este facto?Satisfeitos com o resultado que conseguiram aí?
Sim, foi apenas uma nova abordagem ao meio de conseguir o melhor som possivel sem ter grandes gastos. Apenas as pistas é que foram gravadas aqui na Madeira, no estudio Paulo Ferraz. A parte da masterização ficou a cargo de Pelle Saether no Studio Underground na Suécia. E estamos muito contentes com o produto final, sem dúvida o melhor som que alguma vez tivemos.
- Por que razão uma banda que sempre foi de reconhecida qualidade, e que existe desde 1989, nunca chegou a uma editora. Não consigo entender, porque qualidade não vos falta....queres comentar?
Em 1996 com a demo "for the ones who died" a banda ganhou grande reconhecimento a nivel nacional e internacional. Chegamos a receber varias propostas de editoras, mas nao eram boas propostas para a banda. Com a demo "through aeons" em 2000, apesar do produto final não ter saído como nos queriamos, também tivemos boas críticas e alguns "interesses".
Mas agora, com esta nova promo, vamos apostar muito mais nos concertos e na promoção tanto a nível nacional como internacional. Acho que o contracto discográfico é o sonho de qualquer banda, mas convém ter o pés bem assentes na terra e tomar as decisões acertadas sem comprometer os príncipios da banda.
- Que expectativas têm para o SWR?A distribuição do cd acontece no Continente, um mês depois da sua edição na Madeira, certo?
Sim, no dia 18 de Março vamos fazer o lançamento aqui na Madeira, num concerto promovido por uma associação regional que apoia bandas rock (Promorock), com outras duas bandas regionais: Karnak Seti e Siamese Cancer. Em relação ao SWR, so posso dizer que é um prazer tocar num Festival que ja tem tanto impacto a nivel nacional e que de ano para ano surpreende-nos com o seu cartaz. E é, naturalmente, um óptimo local para mostrar o novo material ao vivo a um público mais variado.
- Esta pergunta é quase obrigatória mas como é a vida de uma banda madeirense?
Já devem ter a ideia das dificuldades que as bandas continentais têm com todos os seus entraves e obstáculos. Portanto conseguem imaginar o problema que é, estar condicionado por uma ilha que, além de dificultar o acesso ao seu exterior, negligencia as próprias bandas (sejam de qualquer estilo) em favor de artistas e bandas continentais e estrangeiras (nunca de metal, diga-se de passagem). O que consigo concluir é que as organizações destes eventos têm apenas o objectivo de ganhar dinheiro e não a divulgação de projectos musicais regionais. Mas quando o fazem são sempre eventos pouco conceituados e quase sempre sem um contracto legítimo para as bandas. Resultando assim na falta de valorização das bandas regionais pelo próprio meio regional. Felizmente as coisas parecem mudar, novas ideias e novas mentalidades estão a surgir só resta esperar que se solidifiquem e surtam algum efeito no panorama musical regional.
Quero apenas agradecer por esta oportunidade, e por ajudares não só a nós mas a todos os outros projectos nacionais a chegar aos ouvidos de mais metaleiros/as.
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Posted by Hugo Guerreiro on Segunda-feira, Março 27, 2006 at 21:44 | Permalink ![]()










