HYUBRIS . a review
Aos Hyubris só se pedia que mantivessem o nível registado na estreia. Dificilmente a banda poderia ter esperado o sucesso que o disco homónimo acarretou. Um sucesso que não foi tão inocente quanto isso. Uma banda com um género original, melódico/folk, uma voz feminima marcante, ideias novas, numa época em que a originalidade é coisa rara entre os nossos discos.
Foram estas algumas das marcas que se verificaram e que se esperavam em "Forja". E que aconteceram. A banda teve o cuidado de superar uma ou outra lacuna que "Hyubris" tinha. Agora os instrumentos estão mais audíveis, há mais guitarra, mais bateria, há mais instrumentalização (que deve ser seguido à letra pois existe aqui guitarra portuguesa, acordeão e gaita de foles). O som está mais cheio de facto, e não deve ser muito fácil equilibrar sonoridades, elementos em cada música dos Hyubris.
Ainda assim neste aspecto poderiam ter ido mais além. Sabe-se por esta hora que a banda recria na perfeição as suas obras ao vivo. Aí sente-se a sua costela "metálica" e é precisamente aí, exactamente essa a onda do grupo. Isto porque existem aqui baladas. Temas mais pausados/melódicos de bom nível. A banda recuperou "Pedaço de Céu", construído por alturas do disco de estreia, onde se ouve a veia mais progressiva/power metal que o grupo detém; recuperou também "Tempos", esta ainda mais antiga, tudo temas mais lentos.
Temas que contrastam com o que diziamos atrás, com outros mais velozes (entenda-se temas com decibéis mais elevados), e onde a receita mais nos agrada, nos parece mais segura e inovadora. "Zépico" é um dos exemplos a numerar, este que conta com a brilhante guitarra portuguesa no meio, "Almas" é possivelmente o melhor das faixas (mas a que reúne o maior concenso entre nós é "Ode à Luna". A tal veia mais agressiva que Hyubris melhor nos oferta. Medeia" é outro dos que mais gostamos porque equilibra tudo o que o disco produz.
Possivelmente os tempos próximos serão para a banda recheados de actuações ao vivo, de elogios a este "Forja", elogios que serão merecidos e que poderiam ser ainda maiores, caso a tendência "metálica", como atrás referimos, estivesse mais presente. É aqui que eles são inovadores.
Posted by Hugo Guerreiro on Quinta-feira, Julho 16, 2009 at 21:02 | Permalink ![]()










