TRANSLATE TO

ÁLBUM DO MÊS

Photobucket

THEE ORAKLE- "Smoothe Comforts False"
Ano - 2011
Editora - Ethereal Sound Works
Website - Thee Orakle MySpace - Thee Orakle

Video da semana

⇒ Contactos_
¤ MySpace
D:/moni1/

¤ E-Mail {demonium.blog@gmail.com}

¤ Morada
{Hugo Guerreiro | Rua Projectada À Caniceira #142 | 2205-713 Tramagal | Portugal}

⇒ Apoios_
¤ A Trompa

¤ O Marsupilami

¤ Metal Morfose

¤ Metal Imperium

¤ The Gates of Metal

¤ Infektion Magazine

¤ Oblitteratus

¤ Tribos Lusitanas

⇒ Dados_
Counter
Pactos com o ÐÆΜΟΠΙ∨Μ

Espectros Online

Firefox 2


:. GESSO . a entrevista .:

P - É praticamente impossível não começar por abordar o nome da banda. Gesso, falem-nos do nome da banda...


Ruben Sequeira - Na cena musical mais underground pelo menos aqui no norte a expressão "gesso" tipicamente quer adjectivar concertos em que a massa de som é tão compacta, uniforme e inquebrábel como se de gesso (o tal mineral aglomerante produzido a partir do aquecimento da gipsita) tratasse. Ora esta expressão icónica já era partilhada pelos elementos da banda há muito tempo. Quando começamos a ensaiar, a fazer as primeiras músicas, sentimos todos que a única coisa que era perceptível enquanto identidade da banda é que tocávamos alto, muito alto e tinhamos todos em comum um gosto, um paladar, uma necessidade: tocar alto. Chegávamos ao fim dos ensaios completamente surdos a dizer uns para os outros: Isto é que foi um gesso !!! Dizia o outro: O quê ??? Silêncio.

P - E tocam um Rock Psicadélico, sem voz. Em primeiro lugar de onde vêm essas referências musicais, e já agora existe alguma razão em especial para a não inclusão de voz?


Ruben Sequeira - Quando começamos a ensaiar em jeito de jam sessions a única coisa que era intrínseca aos três é que apenas poderiam haver três pessoas na banda. Partilhamos uma fé inabalável que três pessoas é um bom número para se ter uma banda. Ora, dessas três pessoas como nunca ninguém se chegou à frente para cantar, naturalmente começamos a fazer músicas tipicamente sem voz, sem letras associadas. O Pessoa tramou-nos e fez-nos beber do "Primeiro estranha-se, depois entranha-se" e ficou assim. Provavelmente não mudaremos de registo. Ou não. Nada está fechado. Bem pelo contrário.
Em relação às referências musicais não consigo dizer claramente de onde provém, nem associá-las a bandas mas naturalmente vêm de tudo que supostamente aparece nas "biblias" do rock psicadélico/stoner/etc. Ouvimos o que as outras pessoas ouvem. O normal nestas situações. A pólvora já foi inventada há muito.



P - A banda tem material recente, falem-nos desse registo...

Ruben Sequeira - Eu sinto que o nosso primeiro EP "Névoa baixa, Sol que racha" ainda/foi/é um feto. Um esboço. Uma necessidade de fazermos algo para dar um presente a nós mesmos enquanto banda que tinha cerca de 2 meses na altura. O primeiro ep de Gesso foi algo prematuro, dúbio e sinceramente acho que o próximo registo será bem diferente deste. Mas foi graças a esse primeiro rebento que nos demos a conhecer, que conseguimos marcar alguns concertos, conhecer pessoas e sitíos que nunca tinhamos visto na vida. E isso foi muito bom.

P - Olhando ao vosso myspace têm o mês de fevereiro preenchido. É fácil ter uma banda na vossa zona?

Ruben Sequeira - É sempre mais fácil para uma banda de Santo Tirso/Porto arranjar uma série de concertos do que uma banda de Manteigas da Serra da Estrela. Ainda assim é muito mais fácil ver 100 a 200 concertos por ano de bandas estrangeiras a tocar cá durante o ano do que marcar um concerto num sítio simpático. Infelizmente é assim. Somos aquilo que comemos.



P - Têm sentido o crescimento da banda, desde o seu início até agora que têm novo material?

Ruben Sequeira - Sim, sentimos uma certa evolução. Sentimos que o nosso "nome" é falado e que as pessoas já tentam aparecer nos concertos. Temos novo material e estamos a aproveitar para tocar esse mesmo material ao vivo. Andamos a cozinhar as músicas, ao invés do primeiro trabalho que foi feito de uma forma mais abrupta.

P - Falavamos da facilidade/dificuldade em ter uma banda, e promovê-la no nosso país como é?
Ruben Sequeira - Há uma música dos BAN feita em 1994 que dizia/diz isto: "(...) Dá-me um ideal, um ar ilusório…dá-me um ideal/Popular, surrealizar por aí/Não me dês moral…dá-me irreal ideal social popular avançado (...)". Findo isto, promover uma banda neste país acaba por ser isto. Uma dificuldade petulante e assídua de promoção em toda esta paisagem bucólica. Promovermos o que fazemos a um país que se acha um ideal social popular avançado é complicado, irreal. Ás vezes acho que é mais fácil ir a Fátima a pé. Mas vai-se promovendo com a ajuda da internet, da venda de cd´s, com a ajuda de amigos, concertos, etc... Estas ferramentas ajudam-nos a respirar e a passar alguns fins de semana de maneira diferente. No fundo é isso que pretendemos. Passar uns bons momentos. Somos todos amigos há imensos anos, famílias envolvidas. No fundo isto da banda é mais um pretexto para passarmos esta jornada com pessoas que gostamos. Calhou-nos gostar de fazer música. Podíamos muito bem fazer parte de uma equipa de snooker, futebol, matraquilhos, não sei bem. Seríamos felizes à mesma. O importante aqui somos nós e não a música. Gostamos de sentir que tudo o que envolve os Gesso o menos importante è a música.



P - Última linha..

R.S - Obrigado Hugo. Aparece num concerto.



GESSO | facebook



Posted by Hugo Guerreiro on Quinta-feira, Janeiro 26, 2012 at 11:07 | Permalink

Arquivos


Material de Relevo
Em breve---
Procura Neste Blog

AGENDA

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

COLABORA!
Envia para o endereço de correio electrónico informação e material multimédia sobre eventos que não se encontrem aqui figurados.
{demonium.blog@gmail.com}

    O Autor | O Projecto:
    Lembro me do meu primeiro disco. Paradise Lost, “Draconian Times”, comprado em 1996. Fez-me cair na rotina daqueles que ouvem música, este género em especial: achar que podia fazer mais qualquer coisa, além do que apenas ouvir. Escrever. Numa época em que as existiam bastantes fanzines, e que a par dos programas de rádio, marcavam imenso a divulgação de bandas underground, crei mais uma. Diabolicus Diluvium, com a ajuda do amigo Bruno Lemos. Os dotes informáticos eram pouco inferiores ao que são agora, muito curtos, daí termos elaborado um primeiro exemplar, apenas com duas folhas, e que seguia a linha de algumas que circulavam na altura. Nada de transcendente, bem pelo contrário, o mesmo se diga em relação à escrita. Primeira banda entrevistada, os Fatality, banda de Grindcore, e recordo perfeitamente a piada mais frequente na altura, de não divulgarmos a nossa idade, temendo que as bandas não respondessem às nossas cartas, o mesmo no gesto mais vulgar, o de enviar uma carta, que continha na saudação Hail!, e nós ficarmos sem saber o que queria dizer tal termo. A Diabolicus Diluvium acaba por durar cinco anos, erguendo-se num número de páginas muito bom, vinte e cinco, e onde foi editado uma compilação, “Transcending Plasma”, sendo importante destacar nessa fase Pedro Amaral, que passou a cuidar da parte gráfica.

    Como todos também senti mudanças na minha vida, falo no plano pessoal. Importantes, em nada relativas, algumas delas já se denotam naquilo que hoje faço. A pausa. A inquietação por não escrever mais desde o fim da Diabolicus Diluvium e para fazer face a isso, a criação de uma newsletter de apenas uma página, que chegou a ter o seu número 0, sem nada de mítico, pois já não havia pedalada para lutar contra os avanços informáticos, que galoparam contra o tempo e contra tudo o que de mais tradicional/formal se fazia. Era inevitável. Dei lhe o nome Daemoniah.

    Lembro-me de outra data, 2000. Comecei a colaborar num programa de rádio, com o orgulho que ainda tenho, ao mencionar esse facto. O Caixa de Pandora, que outrora se chamara Eutanásia, ou Cessar-fogo, e que hoje opera como Segredos da Lua, apresentado por Paulo Gonçalves, pretendia um espaço quinzenal, com três demos. Entre algum pavor, pelo facto de transpor vocalmente, aquilo que normalmente realizava por escrito, o convite tornava-se mais aliciante (leia-se perigoso) pelo facto de apresentar três novas maquetas todos os quinze dias. A rubrica chamava-se Esplendor do Kaos, durou quatro anos, traduzindo-se no projecto que mais orgulho, volto a frisar o termo, me deu, por mais importantes que a Diabolicus Diluvium ou o DaemonivM tenham sido/sejam. Surge o DaemonivM...

    Fruto nas novas tendências e por mais que se diga (ou sinta) preferência pelo formato tradicional, em papel, assim como pela facilidade em constituir um blogue, surge o DaemonivM, anunciado na outra resenha como o passo seguinte (porque não dizê-lo final?). Antes porém, uma edição em formato papel, mais uma, com a denominação D:/moni1/, que depois iria ser transposta para o blogue, em conjunto com o Opuskulo. Ainda hoje me parece uma aposta interessante porque em apenas quatro páginas se contrapunha ideias e escrita. Durou apenas a edição de estreia. Havia então que indagar sobre o que era um blogue, achar um endereço, que ainda hoje causa enganos. Procurou criar-se um link que usasse as iniciais do abecedário mas que acabasse por formar demonium. Daí o abcde e que origina algumas trocas de nome. A história mais, já mais recente reporta-se a Outubro de 2005. Numa altura em que existiam um número elevado de espaços com o mesmo formato, com a mesma temática, havia que procurar diferenças. E nesse campo parece-me que o DaemonivM sai vitorioso. Desde as entrevistas realizadas todas as Segundas- feiras, os comentadores frequentes, passando pelo evento comemorativo do primeiro aniversário, e pela distribuição de bandas, onde o balanço é positivo, convém mencionar um aspecto fundamental: a regularidade. Novo formato do espaço, actualizado de acordo com as necessidades de quem o visita e de quem o realiza, o agradecimento ao António Paulo Chaparro, pelas horas realizadas em torno do DaemonivM.

    Lisboa, 11 de Novembro de 2007

    18H53M

    Hugo Guerreiro

|ÐÆMONIVM ε×PℜℵCΞ|2005-2010©|√1.1|